Capítulo 57: Lutando Contra o Chefe
Não demorou muito. Assim que a mensagem chegou na mídia e na polícia, as reações vieram rápidas.
Os jornalistas começaram a cavar mais fundo. Eles sabiam que o número anônimo não era de qualquer fonte - era o número que sempre lhes dava informações precisas.
No entanto, dentro da força policial, as coisas não eram tão simples quanto apertar um botão. O conhecido de Alina, um detetive em quem ela confiava há anos, imediatamente pediu permissão para investigar o caso. Mas seu pedido foi instantaneamente negado.
"Fique fora disso", disse seu superior de forma ríspida. "Há coisas que você não entende. Apenas concentre-se nas suas tarefas designadas."
O detetive ficou chocado. Ele podia sentir que algo estava errado. Desde quando um caso dessa magnitude foi ignorado tão facilmente? Desde quando a verdade foi considerada algo que não valia a pena lutar?
Mas sem um mandado oficial, ele estava sem poder. Ele não podia prender suspeitos, nem podia levar evidências a julgamento. Pela primeira vez, ele se sentiu completamente restringido. E isso só fez suas suspeitas crescerem.
Alguém estava tentando encobrir esse caso. Mas quem? E… quão fundo ia a influência deles?
Mas, além do controle deles, os repórteres se moveram rapidamente. Eles descobriram implacavelmente informações, seguindo cada rastro oculto do crime. E finalmente, a notícia foi ao ar.
Sem aviso, o nome do hospital e seu diretor se tornaram a manchete principal em várias plataformas de mídia. O impacto foi imediato. O caos irrompeu dentro do hospital.
Funcionários sussurravam nos corredores. Pacientes e suas famílias começaram a fazer perguntas. A confiança na instituição desmoronou lentamente.
E no meio de tudo isso, um homem estava sentado em seu escritório, olhando fixamente para a tela da televisão. Seu sangue ferveu. Seus punhos cerraram tão firmemente que seus nós dos dedos ficaram brancos.
"Aileen…" ele murmurou, sua voz cheia de ódio.
Sem pensar duas vezes, ele se levantou. Seus passos foram rápidos e enérgicos, cortando os corredores do hospital com uma raiva incontrolável.
Todo mundo que o viu imediatamente se afastou. Ninguém ousou detê-lo. Ele estava indo para a sala de cirurgia.
Naquele momento, Alina estava realizando um procedimento cirúrgico complexo. Seu foco era inabalável, suas mãos firmes, garantindo que cada movimento fosse executado perfeitamente. Mas de repente—
BRRAAKK!
A porta da sala de cirurgia foi aberta com violência. As enfermeiras engasgaram em choque. Alguns médicos ficaram pálidos. Dr. Borgio estava na porta, com os olhos ardendo de fúria.
A sala, antes calma, instantaneamente ficou tensa. E Alina, sem levantar a cabeça do paciente que estava operando, simplesmente disse em voz baixa—
"Saia!"
Borgio ignorou o aviso. Em vez de sair, ele se aproximou, com o rosto vermelho de raiva. E, sem avisar, ele agarrou a mão de Alina, interrompendo a cirurgia.
"Você ousa me desafiar?!" sua voz ecoou pela sala. "Você está cansada de viver?"
A atmosfera ficou sufocante. As enfermeiras prenderam a respiração. Os outros médicos se enrijeceram, com muito medo de se mover. Todos os olhos estavam em Alina, esperando por sua reação.
Mas, ao contrário dos outros, Alina não ficou intimidada. Com um olhar aguçado, ela removeu as luvas, depois se virou para encarar Borgio sem um vestígio de medo.
"Não interrompa minha cirurgia!" ela rosnou. "Se você tem um problema, espere até eu terminar!" Sua voz era firme, inabalável.
Borgio ficou surpreso, mas seu orgulho era grande demais para recuar. Embora suas mãos tremessem um pouco, ele endireitou os ombros, tentando manter sua autoridade.
"Eu sou seu superior!" ele gritou. "Eu tenho o direito de controlá-la!"
Alina sorriu friamente. Sem hesitar, ela levantou a mão e desferiu um soco rápido em direção ao rosto de Borgio—
Mas o soco parou a poucos milímetros do nariz dele. Borgio engoliu em seco.
Alina estreitou os olhos. "Você é velho. Se eu realmente te acertasse, o que a diretoria diria?" ela provocou.
Borgio ficou em silêncio, com a mandíbula fortemente cerrada. Sem dar-lhe outra chance, Alina o empurrou para fora da sala de cirurgia com um único movimento enérgico, e então bateu a porta com força.
BANG!
A sala ficou em silêncio novamente. Alina colocou as luvas de volta, respirou fundo e disse calmamente: "Vamos continuar a cirurgia".
As enfermeiras e os médicos trocaram olhares, ainda chocados com o que acabara de acontecer. Mas ninguém ousou protestar.
Enquanto isso, do lado de fora da sala, Borgio ficou congelado. Seu rosto estava vermelho não só de raiva, mas da humilhação que acabara de sofrer. Ninguém jamais ousou envergonhá-lo assim.
Richard, vendo seu superior parecer abalado, correu para ajudá-lo a ficar de pé.
"Está tudo bem, doutor?" ele perguntou cautelosamente.
Borgio cerrou os punhos, com os olhos cheios de ódio. "Aileen… você vai se arrepender disso."
Alina acabara de terminar a cirurgia quando uma enfermeira entrou correndo. "Dra. Aileen, a diretoria está chamando a senhora."
Ela esperava isso. Borgio deve ter denunciado ela. Com passos confiantes, Alina caminhou em direção à sala de interrogatório que havia sido preparada. Ela não estava com medo.
Ao abrir a porta, ela foi imediatamente recebida com um olhar aguçado de um dos membros seniores da diretoria. Ele estava sentado em sua cadeira com uma expressão fria, batendo os dedos na mesa.
"Aileen", ele chamou em um tom plano, mas pesado. "Suas ações hoje foram inaceitáveis. Você demonstrou falta de respeito pelo seu superior."
Alina zombou. "Respeitar meu superior?"
Um sorriso cínico apareceu em seus lábios. Ela cruzou os braços sobre o peito, encarando-o sem piscar.
"Então, de acordo com você, respeitar meu superior é mais importante do que a vida que acabei de salvar?"
A expressão do membro da diretoria mudou ligeiramente, mas ele manteve sua postura severa.
Alina continuou, sua voz firme. "Você deve entender a situação. Eu estava realizando uma cirurgia de emergência. O paciente só tinha pouco tempo de vida."
Ela se inclinou ligeiramente para frente, com os olhos fixos nos dele.
"Mas Dr. Borgio entrou e interrompeu a operação. Você acha que essa é a ação de um médico responsável?"
Silêncio preencheu a sala.
"Então", ela continuou, seu tom ficando ainda mais frio, "eu estava errada em me defender?"
O membro da diretoria não respondeu imediatamente. Sua expressão endureceu, seus olhos afiados, mas cheios de consideração. Ele sabia que Alina tinha um ponto forte. Se ele seguisse sua consciência, poderia ter defendido a jovem médica. Mas havia protocolos que ele tinha que cumprir.
Com um profundo suspiro, ele finalmente falou. "Eu vou revisar as filmagens de segurança para investigar essa questão."
Alina permaneceu em silêncio, sua expressão inalterada. Ela sabia que isso não havia terminado. No entanto, sua próxima frase a pegou de surpresa.
"E como consequência de suas ações", continuou o membro da diretoria, "você está proibida de entrar na sala de cirurgia por qualquer motivo."
O coração de Alina disparou. "Seus deveres serão reassignados a outro médico durante a investigação."
Ela cerrou a mandíbula. Era isso que eles queriam. Eles não podiam derrubá-la diretamente. Então, eles escolheram outra maneira, tirando a única coisa que mais importava para ela. Sua habilidade como cirurgiã. Mas Alina não era alguém que pudesse ser facilmente derrotada.
Com uma expressão fria, ela simplesmente disse: "Muito bem. Estarei esperando os resultados."