Capítulo 141: O Parceiro Secreto de Mahesa
A investigação de Alina levou ela a um nome só, mega familiar, Mahesa. O pai biológico de Raja. O cara por trás de toda a bagunça. Raja ainda não conseguia acreditar.
'Meu pai… o cara que me criou… como isso foi possível?'
Mas a prova era inegável. Raja sabia que se ele quisesse derrubar Mahesa, não seria na raiva, tinha que ser na estratégia.
A oportunidade perfeita chegou quando a empresa de Raja tava se preparando pra lançar um produto novo. Um ensaio fotográfico top foi organizado em parceria com os patrocinadores principais e as principais mídias. Raja não economizou, contratando uma modelo bombada como embaixadora da marca. Mas, um dia antes do ensaio, a modelo saiu do contrato, sem avisar.
'Não posso continuar com a parceria. Me desculpa.'
Furioso, Raja exigiu uma indenização. Estranhamente, a modelo pagou a multa total na hora, sem discutir, sem negociar. Fácil demais. Rápido demais. Suspeito demais. A partir daquele dia, todas as modelos tops recusavam a parceria. Alguém tava claramente sabotando o lançamento. Então, o fotógrafo principal deles ofereceu uma sugestão ousada.
'E a Alina? Ela é linda, carismática, tem aquela ‘vibe’ que pode fazer seu produto explodir no mercado.'
Raja ficou quieto. Ele sabia que não era uma má ideia. Mas era perigoso. Alina não era modelo profissional, e Mahesa podia mirar nela depois. Mas antes que ele pudesse recusar, Alina assentiu.
'Eu faço. Por nós. Pra derrubá-lo.'
O dia do ensaio chegou. Alina entrou no holofote com uma roupa elegante. Ela não era só bonita, tinha um charme frio e marcante nela. A câmera adorava ela. Em poucas horas, as fotos dela viralizaram.
O produto de Raja esgotou em tempo recorde. As vendas foram pro céu. A confiança do público voltou. O mais importante, a marca rival de Mahesa quebrou e afundou.
A sede de Mahesa, a tensão era palpável.
'Como o produto de Raja explodiu daquele jeito?! Quem é a modelo?!'
Um dos subordinados dele virou o tablet pra ele. O rosto de Alina apareceu na tela, feroz, magnético, inegável. Mahesa cerrou a mandíbula.
'Então… ele fez o primeiro movimento. Beleza. Vamos jogar o jogo dele.'
De volta ao QG, Raja sentou no escritório dele, os olhos fixos nos relatórios de vendas passando na tela gigante. O lançamento deles foi um triunfo. Ele olhou pra Alina, que tava sentada perto da janela, casualmente elegante.
'Você é incrível, Alina,' ele disse, a voz baixa, mas cheia de admiração. 'Nunca imaginei que você ia virar nosso amuleto da sorte.'
Alina ofereceu um sorriso fraco. Humilde, mas decidida.
'Eu não sou um amuleto, Raja. Isso não é sobre fama ou vendas. Nós temos uma missão maior. Expor Mahesa.'
Raja assentiu. Ela tava certa. E logo, os instintos dele foram comprovados. Dias depois do lançamento, as reclamações começaram a chegar. Efeitos colaterais. Celulares explodindo. Batons causando erupções cutâneas. Hospitalizações. Mas, dessa vez, Raja tava preparado.
Depois da sabotagem anterior, ele tinha instalado um sistema de vigilância rigoroso. E deu certo. Através de câmeras internas, rastros digitais e rastreamento logístico, Raja identificou o culpado, um funcionário de embalagem recém-contratado.
'Prendam ele. Agora,' Raja ordenou.
O cara foi rapidamente levado ao subsolo do prédio principal, um lugar que poucos sabiam que existia. Alina estava atrás de um espelho unidirecional, assistindo ao interrogatório.
'Quem te mandou?' A voz de Raja era fria.
O cara ficou em silêncio, mas sob a pressão intensa de Raja, ele quebrou.
'Eu… eu só recebi dinheiro. As instruções vieram por e-mail… o nome do remetente era… ‘M’…'
Raja e Alina trocaram um olhar marcante. M. Mahesa. Os punhos de Raja se fecharam. A raiva dele tava crescendo, mas ele se controlou.
'Dessa vez, eu vou te fazer confessar com sua própria boca, Pai…'
Ele começou a investigar os produtos falsificados. Quanto mais fundo ele cavava, mais perturbadora a prova ficava. Um ingrediente chave não tinha um rótulo oficial, sem número de lote, sem certificado. Só isso já tornava suspeito.
Ele rastreou a cadeia de suprimentos. Disfarçado de novo distribuidor, Raja se infiltrou em um fornecedor de matérias-primas na periferia da cidade. Ele acessou o sistema de contabilidade deles e encontrou algo grande: transações massivas que não correspondiam a nenhum registro oficial.
A conta bancária do remetente não tinha nome. Sem histórico. Apenas números. Mas Raja não ia deixar isso parar ele. Ele correu pra casa e ligou pra Alina.
'Eu preciso da sua ajuda. Você consegue quebrar firewalls anônimos, certo?'
Alina assentiu. 'Por você? Sempre.'
Com suas habilidades de hacking de elite, Alina rastreou o rastro digital da conta. Não foi fácil, alguns servidores tinham criptografia de nível militar, mas eles quebraram. A última transação levou a um local: a mansão da família Mahesa. Raja olhou pra tela. Sua mandíbula se contraiu.
'Aquela casa… o lugar onde eu cresci… É um ninho dos crimes do meu pai.'
Alimentado pela fúria, Raja saiu imediatamente. Ele não usou o portão da frente. Ele usou um caminho secreto conhecido apenas pela família, uma vez reservado para exercícios de emergência. De trás de uma parede, ele viu algo que fez seu sangue gelar.
Seu pai tava conversando com um homem mascarado, o mesmo que uma vez tentou 'parceria' para derrubar Alina. Eles estavam sérios, folheando documentos e fotos. Raja apertou os olhos. Uma das imagens… era Alina. Circulada em vermelho.
'Você passou dos limites, Pai. Você ousaria mirar na mulher que eu amo…'
Ele recuou lentamente, gravando tudo. Não era hora de atacar ainda. Mas ele sabia de uma coisa. A guerra tinha começado.
Em casa, antes mesmo de Raja chegar à porta, Alina a abriu. Ela saiu correndo, com preocupação estampada no rosto dela.
'O que aconteceu? Ele confessou? Ou pior?'
Raja não respondeu de imediato. Seus olhos examinaram os arredores, alertas.
'Entra. A gente conversa lá dentro.'
Assim que as portas foram trancadas, Raja desativou todos os eletrônicos que podiam gravar. Somente quando o quarto ficou em silêncio ele olhou pra Alina com seriedade sombria.
'É pior do que a gente pensou,' ele disse sombriamente. 'Meu pai não é só culpado. Ele está conspirando com alguém. Um homem mascarado. E o alvo deles… é você.'
Os olhos de Alina se arregalaram. Mas ela não ficou chocada. Sua expressão era mais amarga do que assustada.
'Eu suspeitava disso,' ela sussurrou. 'Pessoas como eles nunca largam as mágoas.'
Raja se aproximou, colocando uma mão firme no ombro dela.
'Eu não vou deixar eles te tocarem. Nem agora. Nem nunca.'
Alina assentiu. O medo persistia em seus olhos, mas a chama também.
'Então vamos levar esse jogo pro nível deles. Vamos ser mais frios. Mais cruéis.'
Raja olhou pra ela, não só sua amante, mas sua parceira, sua arma, e talvez sua única fraqueza.
'De agora em diante… nós lutamos como um só.'