Capítulo 58: Eliminando o Principal Suspeito
Depois de sair do escritório do supervisor, a Alina soltou um baita suspiro. Ela esperava consequências, mas não imaginava que agiriam tão rápido. Precisava pensar rápido. Se realmente existia uma mega conspiração envolvendo aquele hospital, quanto mais tempo ela ficasse calada, mais eles tentariam silenciá-la.
Seus passos a levaram para o vestiário. Assim que ela abriu a porta, um homem já estava lá, esperando por ela.
"Um velho conhecido", ela murmurou baixinho.
O detetive em quem ela tinha confiado todo esse tempo, o homem que também tinha recebido uma bronca dos superiores, agora estava na frente dela com uma expressão tensa.
"Precisamos conversar", ele disse com a voz baixa.
A Alina olhou em volta, pra ver se ninguém estava olhando, e então assentiu. "Onde?"
"Vem comigo."
Sem fazer muitas perguntas, ela seguiu o homem pela porta dos fundos do hospital. Eles entraram num carro estacionado num lugar escondido. Assim que o motor pegou e eles foram para um lugar mais seguro, o detetive entregou um envelope pra ela.
"É isso que consegui descobrir antes de me forçarem a sair", ele disse. "Não posso continuar trabalhando oficialmente, mas sei que você pode fazer alguma coisa com essa informação."
A Alina abriu o envelope e encontrou cópias de documentos suspeitos. Tinha relatórios financeiros, registros médicos alterados e até evidências sugerindo que certos pacientes que não deveriam ter morrido foram declarados mortos em circunstâncias suspeitas.
"Isso é o suficiente pra levá-los ao tribunal", a Alina murmurou.
O detetive assentiu. "Mas você precisa ter cuidado. Eles têm mais poder do que imaginamos."
A Alina olhou pela janela do carro. Ela sabia dos riscos. Mas também sabia de uma coisa: a verdade tinha que vir à tona. Não importava o quão poderosas fossem as pessoas que estavam tentando encobrir.
Com determinação, ela segurou os documentos com força. Se eles achavam que podiam impedi-la só por cassar sua licença, estavam muito enganados.
A Alina não ia parar só por causa de uma ameaça. Depois do encontro com o detetive, algo dentro dela despertou. Ela não era mais uma vítima, era uma jogadora nesse jogo. Com suas habilidades de TI, que ela tinha abandonado há muito tempo, a Alina se infiltrou no sistema de segurança do país, hackeando com uma precisão assustadora.
Em segundos, arquivos classificados foram desbloqueados. As provas dos crimes do Dr. Borgio, que estavam enterradas há muito tempo, agora se espalhavam pela internet. A polícia, que no começo se recusou a aceitar o caso, não teve mais escolha. A pressão das autoridades veio como uma onda gigante – uma investigação tinha que ser feita.
A Alina deu um sorrisinho. "Isso é só o começo."
Depois de terminar o trabalho, tudo que ela precisava fazer era esperar. A isca funcionou mais rápido do que ela esperava. Em poucas horas, o país inteiro estava em polvorosa.
As famílias das vítimas, que antes foram forçadas a engolir sua dor em silêncio, agora se levantaram. Elas exigiram justiça, mais alto do que nunca. A mídia não queria ficar pra trás. Notícias sobre os crimes do Dr. Borgio dominavam as manchetes. Entrevistas e mais entrevistas foram feitas, mostrando os rostos daqueles que antes eram apenas sombras por trás do medo.
Enquanto isso, o Borgio estava perdendo o controle. Em pânico, ele pegou o telefone, tentando contatar alguém. Alguém que supostamente iria salvá-lo desse caos. Mas tudo que ele conseguiu foi um sinal de ocupado. O número não estava mais em serviço.
"Que merda?!" ele rosnou, jogando o telefone na mesa. A frustração o consumia.
Pela primeira vez, o Dr. Borgio sentiu medo. Seu peito apertou, não só pela situação que piorava, mas também pela traição que ele acabou de perceber. As pessoas em quem ele confiava estavam desaparecendo, uma por uma.
Antes que ele pudesse criar uma estratégia, outra ligação chegou. Desta vez, não de um aliado, mas do conselho central de supervisão. Antes que ele pudesse inventar uma desculpa, eles já tinham chegado na porta dele. Sem muita discussão, eles o arrastaram para fora.
O Borgio pensou que seria levado ao tribunal de supervisão médica – um lugar onde ele poderia se defender com todos os argumentos que tinha preparado. Mas suas esperanças foram destruídas quando ele percebeu a rota que estavam seguindo.
'Esse não é o caminho pro tribunal.'
Quando o carro parou, ele se viu em um lugar desconhecido. O ar ao redor parecia pesado, pressionando seu peito. Ele engoliu em seco, seus instintos gritando que algo muito pior o aguardava.
Momentos depois, passos pesados se aproximaram. O Borgio olhou para cima, e seu coração disparou violentamente. A figura parada na frente dele era alguém que ele conhecia – um homem que ele antes considerava um aliado.
"Achei que nossa cooperação correria bem", o homem falou em tom frio, seus olhos afiados cheios de acusação. "Mas, pelo visto, você não consegue nem se livrar de uma praga problemática."
O suor escorria pela têmpora do Borgio. Sua respiração era irregular, o pânico entrando em seu corpo. Ele sabia que esse homem não era do tipo que tolerava falhas. Mas ele precisava tentar.
"Eu posso cuidar daquela garota", ele disse rapidamente. "Por favor, me dê mais uma chance! Eu estava tão perto, só preciso de mais um tempinho!"
O homem sorriu. Mas não era um sorriso gentil – era cheio de zombaria e certeza. Ele balançou a cabeça lentamente.
"Você teve várias chances, mas nunca as aproveitou direito." Sua voz era baixa, mas cada palavra parecia um martelo esmagando toda a esperança. "E agora, suas chances acabaram."
O Borgio abriu a boca, querendo implorar, mas o homem já tinha levantado a mão, sinalizando para seus homens.
Sem hesitar, eles se aproximaram. Mãos rudes agarraram seus braços, arrastando-o para a beira do prédio. O Borgio gritou, se debateu, mas foi inútil.
Então, com um único empurrão, seu corpo foi jogado para o ar. Seu grito aterrorizado foi interrompido antes que seu corpo atingisse o chão.
No dia seguinte, as notícias da morte do Borgio explodiram na mídia. "Dr. Borgio Comete Suicídio por Frustração", dizia a manchete estampada em todos os lugares.
Mas o Richard não acreditou. Aquele não era o estilo do Borgio. Mas antes que ele pudesse investigar mais a fundo, a polícia já tinha prendido ele. Ele foi acusado de estar envolvido no escândalo do Borgio. As acusações vieram tão rápido, como se tudo tivesse sido meticulosamente planejado.
Em outro lugar, a Alina leu as notícias com os olhos afiados. Ela sabia muito bem que o Borgio não teria tirado a própria vida tão facilmente.
Se suas suspeitas estivessem corretas, tudo isso era culpa do Marco. Mas ela precisava de provas. Algo que pudesse confirmar sua teoria. E ela encontraria, não importava o custo.
Dentro da delegacia, o Richard sentou atrás da mesa de interrogatório. A luz forte acima da cabeça parecia cegante, fazendo o suor escorrer pela sua têmpora.
Uma enxurrada de perguntas sobre o Borgio caiu sobre ele. Rapidamente, ele tentou jogar a culpa. "Foi tudo culpa do Borgio! Eu só estava seguindo ordens!" ele implorou, com a voz trêmula, tentando convencer os investigadores.
Ele queria a liberdade. Ele se recusava a passar o resto da vida atrás das grades. Mas a polícia apenas olhou para ele friamente. Eles já tinham provas suficientes.
"Seu jogo acabou, Richard", disse um dos investigadores, colocando uma pilha de documentos na mesa. "Temos provas sólidas do seu envolvimento. Não tem como escapar."