Capítulo 162: Terror Misterioso
Mella foi escoltada para fora do tribunal algemada, com o olhar frio e cheio de ódio encontrando brevemente o de Alina. Mas Alina não hesitou. Ela encarou com firmeza inabalável. Logo depois, o advogado de Alina se aproximou, entregando-lhe uma pasta.
"Srta. Aileen, esta contém o relatório do tribunal de hoje. Para o próximo julgamento, sua presença é necessária como vítima e como testemunha-chave."
Alina assentiu, folheando os documentos.
"Entendido. Bom trabalho hoje. Vamos garantir que Mella pague por tudo o que fez."
Após a breve troca, Alina voltou para o carro. Seu turno no hospital ainda não havia terminado. No caminho, seu telefone tocou com uma chamada de Raja.
"Alô?" ela respondeu calmamente.
"Como foi o julgamento?" A voz ansiosa de Raja estalou.
Alina explicou a situação claramente, tentando aliviar sua preocupação. Tudo estava no caminho certo. Mas, de repente, o carro parou bruscamente. Alina encerrou a chamada e olhou para frente.
Um homem estava parado no meio da estrada, imóvel, destemido mesmo quando o carro quase o atingiu. De debaixo do casaco, ele sacou uma arma, apontando-a para o veículo.
"Srta. Aileen, não saia! É perigoso!" gritou seu motorista, em pânico.
Mas Alina já estava abrindo a porta. Seu olhar se fixou no homem armado.
"Preciso saber quem são e o que querem."
Ela saiu, destemida. O vento bateu em seu rosto, mas sua expressão permaneceu firme. Sem aviso, o homem avançou, com a arma erguida. Mas Alina estava pronta. Em um movimento rápido, ela torceu o corpo e derrubou a arma de sua mão. Ela bateu contra o pavimento.
"Nunca me subestime", ela murmurou friamente.
A briga feroz começou. Ele não era um bandido comum, treinado, rápido, poderoso. Mas Alina era mais do que apenas uma médica. Seu passado a preparou para isso. Ela se esquivou, contra-atacou, e então acertou um chute forte em seu abdômen.
Ele cambaleou, mas revidou, vindo pela esquerda. Alina girou, pegou o braço dele e o jogou no chão com uma chave de articulação precisa.
"Quem te mandou?" ela exigiu, pressionando mais forte.
O homem permaneceu em silêncio. Mas antes que ela pudesse obter uma resposta, o rugido dos motores das motocicletas ecoou por perto. Dois motociclistas mascarados entraram, agarrando-o e desaparecendo por um beco estreito.
Alina permaneceu parada, com a respiração estável, apesar do esforço.
Seu motorista correu.
"Senhorita, está tudo bem?"
"Estou bem", ela disse, com os olhos fixos na direção em que os atacantes fugiram.
"Este é só o começo."
No hospital, Alina trocou para seu jaleco de laboratório, pronta para uma reunião de revisão de pacientes. Mas sua compostura vacilou quando seu assistente bateu na porta.
"Diretora, tem um pacote para a senhora", disse Dr. Raka, entregando uma caixa marrom simples.
"De quem, Dr. Raka?"
"Sem nome. Achei que a senhora deveria abrir você mesma."
"Obrigada."
Enquanto Raka saía, Alina olhou para a caixa com leve suspeita. Mas antes que ela pudesse tocá-la.
BANG!
A porta do escritório se abriu. "Alina!" Raja entrou correndo, pálido e sem fôlego. Ele correu para ela e a abraçou com força.
"Ouvi falar do ataque. Por que não me contou?!"
"Estou bem", respondeu Alina gentilmente. "Eles não me machucaram."
O olhar de Raja mudou para a caixa na mesa. Sua expressão endureceu.
"O que é isso?"
"Um pacote. Raka trouxe sem remetente. Provavelmente um relatório ou talvez um presente."
"Não toque nisso", avisou Raja, se aproximando. "Algo não está certo."
"Raja, você está sendo paranoico. É provavelmente apenas—"
Ting!
Um leve som mecânico veio de dentro da caixa. Seus olhos se encontraram.
"Isso não é um presente", rosnou Raja. "Recue, agora!"
Alina hesitou. "Se é perigoso, precisamos saber com o que estamos lidando. Não podemos continuar vivendo com medo."
"Pelo menos espere o esquadrão antibombas—"
Mas ela já estava se movendo. Cuidadosamente, ela desenrolou a fita e levantou a tampa. Nenhuma explosão. Nenhum fio. Apenas uma camada de tecido preto. Ela a retirou e congelou.
Dentro havia uma boneca pequena, vestida com um avental de hospital manchado de sangue. Tinta vermelha imitava sangue. Uma corda preta estava enrolada em volta de seu pescoço. Ao lado, um pedaço de papel amassado, rabiscado com uma caligrafia raivosa.
"Você é a próxima, linda doutora. Eu sei sua agenda."
Raja pegou o bilhete, com os olhos brilhando.
"Isto é uma ameaça. Vamos ligar para a polícia, agora."
Alina olhou para a boneca, com a mandíbula tensa.
"Eles decidiram jogar sujo", ela murmurou. "Então eu também jogarei."
Em poucos minutos, a polícia chegou e garantiu o hospital. Raja puxou o oficial principal para o lado.
"Alina é a testemunha-chave no caso de Mella. Ela é o alvo. Eu quero proteção total imediatamente."
Alina permaneceu em silêncio. Seus olhos estavam afiados. Isso não acabou. Naquela noite, os corredores do hospital estavam mais silenciosos do que o normal. Em seu escritório, Alina trabalhou em relatórios de pacientes. Raja permaneceu por perto, configurando protocolos de segurança adicionais.
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Então apareceu. Um pontinho vermelho na janela. Dificilmente visível.
Raja se aproximou. "É..."?
Os olhos de Alina se arregalaram. "RAJA, MUDA!"
Ela mergulhou, puxando-o para o chão assim que.
CRACK!
Vidro estilhaçado. Uma bala silenciosa deixou um buraco onde sua cabeça esteve segundos antes.
Raja engasgou. "Um atirador..."?
Mas Alina já estava correndo. Ela correu pelo corredor, subiu as escadas de emergência, para o telhado. No prédio adjacente, movimento.
Uma figura esguia de preto, ágil, rápida. Eles se encontraram por uma fração de segundo. Alina reconheceu algo. Não apenas um assassino.
Aquela olhada. Era familiar. Ela correu para a beira, mas ele havia ido embora. Nenhum vestígio restou. Apenas escuridão e o leve eco das sirenes abaixo. Alina cerrou os punhos. Ele sabia que eu iria seguir. Ele é treinado. Mas... por que seus olhos pareciam familiares? De volta, Raja a alcançou.
"Alina!" ele chamou, sem fôlego. "Você está ferida?"
Ela ficou perto da janela, olhando para o buraco da bala. Sua voz veio suave, fria.
"Você quase morreu hoje à noite."
Raja assentiu, com culpa nos olhos.
"E você quase levou aquela bala por mim. Eu deveria ter feito melhor."
"Você sabia que eles viriam", disse ela calmamente. "E ainda me deixou desprotegida."
Ele não disse nada. Em vez disso, ele pegou o telefone. "Reynard. Traga a equipe. A partir de hoje à noite, guardem Aileen 24 horas por dia. Ninguém chega perto dela sem minha aprovação."
Ele desligou, virando-se para ela com firmeza.
"Eu te decepcionei uma vez. Não vou deixar ninguém se aproximar de novo, a menos que passe por mim primeiro."
Alina não disse nada. Apenas deu um pequeno aceno de cabeça, com os olhos voltando para o céu noturno. Ela sabia que isso estava longe de terminar.