Capítulo 158: Uma Ameaça Perigosa
Segundos depois que o Ministro saiu do escritório do diretor, o hospital voltou gradualmente à calma de sempre. Mas lá embaixo, no estacionamento do porão, um carro preto com placa do governo parou por um momento. O assessor abriu a porta de trás, deixando o Ministro entrar. Pouco antes do veículo sair, a porta do outro lado abriu de repente.
**Mella** entrou, sem fôlego. Seu rosto estava tenso, seus olhos já cheios de lágrimas. O Ministro se virou para ela, claramente descontente.
"**Mella**, essa não é hora..."
Mas **Mella** interrompeu, sua voz trêmula. "Pai… por que você está defendendo **Alina**?" sua voz quebrou. "Ela me humilhou na frente da equipe, na frente de todos, ela me derrubou!"
O Ministro respirou fundo, tentando manter a calma. "Não, **Mella**. Você se derrubou sozinha."
**Mella** olhou para ele em descrença. "Então a culpa é minha? Sou eu que sempre me disseram para ser forte, firme, não fraca! Mas no momento em que eu me torno um pouco mandona, de repente eu sou a vilã?"
O Ministro olhou para frente. Sua voz agora carregava um peso, firme como um homem dando uma lição.
"Você pode ser firme, mas não arrogante. Seja ambiciosa, mas não cega. **Alina** se destaca não porque ela é boa de papo, mas porque as pessoas respeitam o trabalho dela. Você, **Mella**, está no trabalho há apenas uma semana, e toda a sua equipe já não gosta de você."
**Mella** abaixou a cabeça, as lágrimas agora caindo. Mas elas não amoleceram mais o coração de seu pai como antes.
"Eu sou seu pai, sim. Mas também sou um funcionário público. Não posso defender seus erros na frente de centenas só porque compartilhamos sangue. O mundo é mais duro do que você pensa. Considere esta sua primeira lição."
O carro saiu lentamente do porão. "Se você quer ser respeitada como **Alina**, então prove que você é digna. Não derrubando ela, mas se aprimorando."
Um momento depois, o carro parou em frente ao prédio do Ministério. **Mella** não saiu imediatamente. Seus olhos ainda estavam vermelhos, mas seu olhar tinha se tornado mais afiado agora, envolto em vingança silenciosa.
"Tudo bem, pai", ela disse suavemente, mal audível. "Se **Alina** quer ser elegante, eu vou fazer ela parecer suja. Mas com as mãos limpas."
Aquela noite, em seu apartamento, **Mella** abriu seu laptop e acessou um conjunto de arquivos pessoais. Relatórios, cronogramas de cirurgias, listas de pacientes. Não para espalhar mentiras, mas para encontrar uma rachadura. Um pequeno erro no passado de **Alina** e isso poderia se transformar em escândalo.
Ela deu um sorriso torto. "Ninguém é perfeito. Nem mesmo a senhorita **Alina** pura."
Então ela abriu os contatos do celular e digitou uma mensagem. "Ei, lembra que uma vez conversamos sobre aquele caso de complicação pós-operatória do ano passado? Você ainda tem o arquivo? Preciso de um favor. Não se preocupe, não é nada demais. Só quero saber quem realmente cuidou disso. Há uma recompensa."
Ela enviou. Seus olhos permaneceram fixos na tela, frios.
"Você pode ter a equipe do seu lado, **Alina**. Mas eu tenho algo mais forte… a opinião pública."
Dois dias depois. As manchetes começaram a aparecer em todas as principais notícias médicas e online.
"Cirurgia fracassada no ano passado, nome da diretora do Hospital Internacional Bungalow aparece em registros arquivados"
"**Alina** esteve envolvida em uma complicação do paciente? Investigação reaberta"
"A renomada diretora do hospital uma vez evadiu a responsabilidade?"
Em seu escritório, **Alina** encarou a tela do laptop, com as sobrancelhas franzidas. Seu assistente estava ao lado dela, ansioso.
"Isso saiu muito rápido e muito organizado. Como se alguém estivesse forçando..."
**Alina** permaneceu calma, mas seus olhos se afiaram.
"Rastreie a origem desses dados. Quero saber quem enviou os documentos primeiro."
Pouco depois, sua equipe interna relatou que os arquivos cirúrgicos vazados apareceram anonimamente em fóruns de médicos e grupos de jornalistas de saúde. Mas, curiosamente, eles se originaram de pastas internas acessíveis apenas a alguns membros da equipe sênior e chefes de divisão.
**Alina** examinou a lista de nomes. "Alguém de dentro vazou."
Em outro lugar, **Mella** sentou-se em um café de luxo usando óculos escuros. Seu telefone tocou. Uma mensagem chegou: "Arquivos enviados para o e-mail que você me deu. Mantenha meu nome limpo, como prometido."
**Mella** deu um sorriso fraco. "Não se preocupe. Você me ajudou muito, doutor."
Ela tomou um gole de café lentamente. "Agora esperamos **Alina** se ocupar limpando seu nome. Quando ela fizer isso, entrarei para preencher o vazio com a minha própria imagem."
Tarde daquela noite, as luzes do escritório da diretora ainda estavam acesas. O hospital estava quieto, com apenas alguns funcionários noturnos andando por aí. **Alina** sentou-se em frente à tela. Seu assistente entregou a ela arquivos impressos baixados do arquivo interno do hospital.
"Apenas três pessoas têm acesso a este arquivo de caso. Incluindo você", ele disse calmamente.
**Alina** assentiu, com os olhos fixos nos logs de login do sistema. O arquivo foi acessado à meia-noite, duas noites atrás. Muito incomum.
"Quem estava ativo naquela hora?" Seu assistente apontou para um nome.
"Dr. Roy. Chefe da anestesiologia. Mas ele tem uma boa reputação, nunca se envolveu em política de escritório."
**Alina** estudou o nome em silêncio. Mas seus instintos não se acalmavam.
"Roy não agiria sozinho. Alguém deve ter abordado ele. Quem estava de plantão com ele naquela noite?"
Alguns cliques depois, a lista de plantão apareceu. E lá estava, bem abaixo do nome do Dr. Roy. **Enfermeira Vina**, assistente leal de **Mella** desde o início.
**Alina** recostou-se na cadeira, com os olhos se estreitando. "Então ela não brandiu a espada. Ela entregou para outra pessoa."
Seu assistente se virou para ela. "Devo relatar à junta?"
**Alina** balançou a cabeça. "Ainda não. Precisamos de mais provas sólidas. E, se possível, uma armadilha da qual eles não possam escapar."
Ela se levantou. "Instale vigilância extra na sala de registros. Silenciosamente. E prepare uma cópia separada dos arquivos. Vamos ver quem tenta roubá-los em seguida."
Na manhã seguinte, 10h. **Alina** tinha acabado de chegar ao seu escritório quando **Raka** entrou correndo.
"Senhora, a junta convocou uma reunião de emergência. Agora."
**Alina** não fez perguntas. Ela sabia que a hora havia chegado. A mídia estava apertando sua pegada, e as pessoas por trás daquela longa mesa de reuniões não queriam suas reputações manchadas.
Cinco membros do conselho sentados em uma fila. O presidente, Sr. Suryo, olhou para ela com uma expressão neutra, mas seu tom era frio.
"Esperamos que a diretora **Alina** possa esclarecer os relatórios que circulam, especialmente a suposta negligência cirúrgica com seu nome."
**Alina** sentou-se calmamente. "Esse caso já foi investigado no ano passado. Não houve negligência. Na verdade, eu desisti da cirurgia depois que a paciente solicitou outro médico."
Um dos membros do conselho, Sra. Farida, conhecida por sua postura conservadora e estreitas ligações com o Ministério, levantou uma sobrancelha.
"Mas o público não sabe disso. Agora a narrativa está em espiral. Fomos informados de que o Ministério está preparando uma avaliação especial. Se os resultados forem ruins, não será apenas você que será afetada. Este hospital também será."
**Alina** não se abalou. Ela olhou para cada um deles nos olhos.
"Se isso é sobre a integridade do hospital, então eu vou consertá-lo pelas raízes. Mas se isso é sobre a minha posição, diga abertamente. Eu não vou ficar em um lugar que valoriza a percepção acima da verdade."
O silêncio caiu. Sr. Suryo finalmente falou.
"Nenhuma decisão está sendo tomada hoje. Mas solicitamos um relatório completo seu em três dias. Enquanto isso... evite toda a mídia. Concentre-se na reparação interna. Não queremos que este escândalo cresça."
**Alina** assentiu. "Claro. Mas deixe-me lidar com isso do meu jeito."
A junta fez um aceno brusco. Reunião encerrada. Quando **Alina** saiu da sala, um membro da junta sussurrou para Farida.
"Ela é teimosa. Mas, infelizmente para nós, muitos a apoiam em silêncio."