Capítulo 48: O Dia do Julgamento
“Onde você pensa que está indo? Desta vez, você não vai escapar!”
Dois homens grandes bloquearam o caminho de Alina no corredor vazio do hospital. Seus uniformes não eram da equipe do hospital. Os olhos de Alina se estreitaram bruscamente. Ela sabia exatamente quem estava por trás disso.
“Então, aquele homem idoso ficou impaciente e escolheu a violência?” Alina zombou, estalando os nós dos dedos. “Tudo bem. Vamos terminar isso rápido.”
O primeiro homem investiu com um soco poderoso. Alina desviou para o lado e contra-atacou com um chute giratório em suas costelas. Ele caiu, gemendo de dor. O segundo homem tentou atacar por trás, mas Alina agarrou seu braço, torceu seu corpo e o jogou no chão em um movimento rápido.
Alina se virou para sair, mas uma risada fraca a interrompeu.
“Ha... ha... Você é forte. Mas você está muito atrasada.”
Seu coração disparou. Ela se virou para o homem deitado no chão. “O que você quer dizer?”
Antes que ele pudesse responder, as luzes do corredor, antes fracas, piscaram novamente. Naquele momento, a memória de Alina disparou alarmes em sua cabeça.
“Lana!”
Sem perder tempo, ela correu para o quarto de hospital de sua melhor amiga. Mas quando ela chegou, o quarto estava vazio. A cama estava impecável, as cortinas fechadas, como se ninguém tivesse estado lá.
Alina cerrou os dentes. “Não... isso não pode ser...”
Antes que ela pudesse dar outro passo, uma voz firme a interrompeu.
“Dra. Aileen, você está presa!”
Alina se virou. Vários oficiais de segurança do hospital estavam ali, com expressões frias.
“Recebemos relatos de que você esteve envolvida em negligência médica que levou à morte de um paciente. Você comparecerá a julgamento perante o Conselho Médico amanhã.”
Uma sensação arrepiante percorreu as veias de Alina. Agora ela entendeu. O plano deles era quebrar Aileen completamente. Mas ela não era do tipo que se rendia tão facilmente. A palavra “derrota” não existia em seu vocabulário. Ela venceria essa luta – e seus inimigos pagariam.
Ela não teve tempo de procurar por Lana. Naquela noite, enquanto estava sentada em uma cela de detenção especial para médicos acusados de má conduta, o som de passos ecoou pelo espaço mal iluminado, preenchido com o cheiro estéril de antisséptico e metal enferrujado. Uma luz fraca pendia do teto, lançando sombras estranhas nas paredes.
Com um rangido alto, a porta da cela se abriu e um homem entrou.
Seu olhar era gélido. “Você deveria desistir. Ainda não é tarde demais para voltar atrás.”
Alina encontrou seu olhar, sua mandíbula se contraindo enquanto ela lutava contra a tempestade que rugia dentro dela. “Eu nunca me renderei a você. Nunca, Doutor.” Sua voz era fria, mas seu coração já estava em turbulência.
O homem sorriu e ergueu uma gravação em vídeo. Quando Alina viu a filmagem, seu coração afundou. Seus punhos cerraram tão forte que suas unhas quase perfuraram suas palmas. Se ela se rendesse, sua reputação seria destruída. Mas se ela não o fizesse... alguém poderia morrer.
Sua respiração falhou. Esta não era uma escolha fácil.
“Se você ainda quiser vê-la viva, amanhã de manhã, você deve confessar sua culpa no tribunal!” ele ameaçou.
Alina abaixou a cabeça, seus punhos tremendo até que suas juntas ficaram brancas.
Esta não era uma batalha que ela pudesse vencer sozinha.
“Tudo bem”, ela finalmente disse, sua voz mal um sussurro.
O homem sorriu satisfeito. “Uma decisão sábia, Doutora.”
Alina não respondeu. Ela simplesmente ficou parada, embora sua mente já estivesse cheia de inúmeros planos.
De pé no pódio do tribunal, Alina enfrentou um mar de olhos atentos.
“Hoje, tenho algo a confessar”, ela anunciou.
A sala ficou em silêncio. De longe, o homem sorriu, pensando que havia vencido.
Mas antes que Alina pudesse continuar, a tela grande na frente da sala de audiências de repente se acendeu. Uma gravação de circuito fechado começou a tocar – revelando o verdadeiro mentor por trás do caso.
Os lábios de Alina se curvaram em um sorriso fino. “Eu não vou cair tão fácil.”
A sala de audiências explodiu em caos. Suspiros, murmúrios e gritos encheram o ar enquanto todos reagiam às filmagens inesperadas.
Do outro lado da sala, o rosto do Dr. Richard ficou pálido. Seus olhos se arregalaram de descrença ao olhar para a tela. “Droga! Como essa filmagem ainda está aqui? Eu a excluí!” ele sibilou, estreitando os olhos para Alina.
Na bancada do juiz, o Dr. Arman, atuando como juiz principal do julgamento, bateu o martelo com força.
“Explique isso, Dr. Richard!”
Mas, em vez de responder, Richard pareceu em pânico. Seus punhos cerraram em suas laterais, suor escorrendo por sua têmpora.
Enquanto isso, Alina simplesmente sorriu. Ela não precisava dizer mais uma palavra – tudo já estava exposto.
Antes que ela pudesse saborear sua pequena vitória, seu telefone de repente vibrou dentro do bolso do casaco. Rapidamente, ela o tirou e viu o nome da Enfermeira Mira na tela.
“Doutora, onde a senhora está?! Temos um paciente em emergência na emergência!”
Seu coração parou. Alina imediatamente se levantou, ignorando as vozes ainda ecoando na sala de audiências. Ela se moveu rapidamente em direção à saída, desconsiderando os apelos do juiz e da equipe jurídica.
“Dra. Aileen! Para onde você está indo?! Este julgamento não acabou!” o advogado do hospital gritou atrás dela.
Mas Alina não parou. Seu olhar era frio, seus pensamentos focados em uma coisa – sua paciente.
A emergência estava em caos. Um paciente gravemente ferido estava deitado na maca, cercado por enfermeiras frenéticas. Sem um médico líder, eles pareciam perdidos.
“O que aconteceu?” Alina perguntou firmemente, colocando suas luvas médicas.
“Vítima de acidente de carro! Sangramento interno grave, pressão arterial caindo rapidamente. Estamos perdendo-os, Doutora!” uma enfermeira relatou.
Alina olhou para o monitor – e sua respiração engasgou em sua garganta. Seus olhos se arregalaram quando ela reconheceu o rosto do paciente.
“Lana?!”
Seu coração despencou. O corpo de sua melhor amiga estava coberto de sangue, seu rosto mortalmente pálido, como se ela já tivesse perdido toda a esperança de sobrevivência.
“Não... como isso é possível?” ela sussurrou, suas mãos tremendo ligeiramente antes que ela respirasse fundo, forçando-se a se concentrar. Não havia tempo para choque.
“Prepare a sala de cirurgia! Eu vou cuidar disso!” ela ordenou.
As enfermeiras se moveram rapidamente, levando Lana para a sala de cirurgia. Mas assim que Alina estava prestes a seguir, uma mão agarrou seu braço com força.
Ela se virou para ver um homem em trajes formais – um dos advogados do hospital. Sua expressão era tensa.
“Dra. Aileen, você deve retornar ao tribunal! Eles estão discutindo sua sentença agora!”
Alina rangeu os dentes. “Eu não me importo! Eu tenho uma vida para salvar!”
“Mas esta é sua carreira!”
Ela lançou-lhe um olhar severo. “De que serve uma carreira se eu abandonar um paciente que ainda posso salvar?”
Sem esperar por uma resposta, ela entrou na sala de cirurgia, deixando todos os seus problemas do lado de fora. Porque agora, apenas uma coisa importava – salvar Lana.
“Não importa o que aconteça... eu vou te salvar, Lana. Mesmo que eu tenha que desafiar o próprio destino!”