Capítulo 135: Quartel-General Secreto de Mahesa
Minutos depois, o helicóptero aterrissou suavemente em uma instalação secreta. No heliponto, um homem de meia-idade já esperava por Mahesa. Seu olhar afiado suavizou um pouco quando viu Raja e Alina saindo do helicóptero.
"Vocês chegaram sãos e salvos?" A voz de Mahesa era grave, carregada de preocupação. "Como vocês estão, os dois?"
Raja assentiu. "Estamos bem. Obrigado, Pai."
Mahesa soltou um suspiro de alívio. "É meu dever protegê-los", disse ele, fazendo um sinal para que entrassem. "Descansem agora. Tratem seus ferimentos."
Sem mais uma palavra, Raja e Alina seguiram Mahesa para a fortaleza subterrânea. Depois que passaram pelas pesadas portas de aço, Alina parou em choque. A instalação era enorme, muito maior do que ela imaginava: paredes de aço, salas de controle cheias de monitores, armarias e corredores subterrâneos sem fim. Foi construída para resistir a tudo.
Ela sussurrou em sua respiração, quase incrédula: "Sr. Mahesa, seu conhecimento sobre armas de combate é... realmente impressionante."
Mahesa deu um leve sorriso, seus olhos escondendo inúmeras histórias.
"Um velho amigo me ajudou a projetar este lugar", disse ele. "Anos atrás... como uma preparação para emergências internas."
Alina e Raja trocaram um olhar rápido. Por trás de toda a riqueza de sua família, havia sombras de um passado que eles mal entendiam. Naquela noite, Alina percebeu que ainda havia muitos segredos enterrados profundamente, talvez muito mais profundos e sombrios do que ela jamais imaginou.
Após uma breve conversa, eles decidiram descansar separadamente. Raja foi para uma pequena clínica dentro da instalação, deixando a equipe médica tratar dos ferimentos de bala e queimaduras que ele havia sofrido.
Enquanto isso, Alina não conseguia ficar parada. Impulsionada por uma curiosidade incontrolável, ela entrou sorrateiramente na armaria. A sala estava fria, o ar espesso com o cheiro metálico do aço. Rifles avançados, armas experimentais que ela nunca tinha visto antes, todos alinhados nas paredes.
Seus dedos roçaram a coronha de um rifle, seus olhos capturando um pequeno símbolo gravado na lateral: algo desconhecido, definitivamente não era uma emissão militar padrão.
"Este homem está cheio de mistérios..." ela murmurou em sua respiração.
Lentamente, Alina cerrou os punhos, sua mente correndo.
"Tenho mais certeza agora... ele está ligado à Tia Terry."
Seu queixo se contraiu. Isso não era uma coincidência. Tudo estava ligado. E ela jurou descobrir toda a verdade, não importando quanto sangue ou traição isso custasse. Após seu tratamento, Raja também não conseguiu descansar. Uma inquietação irritante o corroía.
Ele correu para o quarto de Alina, mas estava vazio. A cama estava intocada, como se ninguém jamais tivesse estado lá. Sua expressão se endureceu. Sem perder tempo, Raja percorreu os corredores mal iluminados até encontrá-la. Alina estava sentada em frente a um monitor, com os dedos voando sobre o teclado, seu corpo inclinado para a frente em intenso foco.
"O que você está fazendo?" Raja rosnou, sua voz áspera de preocupação. "Você deveria estar descansando. Estamos seguros agora."
Alina mal olhou para ele, seus olhos frios e fixos na tela.
"Estou procurando registros sobre o passado do Sr. Mahesa", disse ela calmamente. "Mas, estranhamente... não há nada que o ligue às mortes de sua mãe e da Tia Terry."
Raja respirou fundo e se aproximou. "Devo apenas perguntar a ele diretamente?" ele ofereceu, a voz pesada de raiva contida.
Alina parou sua digitação, olhando para cima bruscamente. "Não", disse ela com firmeza. "Não aja de forma imprudente."
Ela abaixou o olhar, sua voz caindo para um sussurro. "Se ele for culpado, não temos ideia de quão profunda é sua influência. Precisamos de evidências primeiro. Um movimento em falso... e estamos mortos."
Raja cerrou os punhos, a tensão o inundando. Naquele silêncio assustador, ambos perceberam que esta fortaleza poderia muito bem se tornar sua prisão se confiassem na pessoa errada. E o tempo estava acabando.
Alina rapidamente digitou um novo comando, iniciando uma busca pelo estranho símbolo que ela havia encontrado nas armas. Por alguns segundos, a tela permaneceu em branco, então um arquivo antigo apareceu.
Seus olhos se arregalaram. O símbolo não era aleatório. Era a insígnia dos antigos inimigos de Tia Terry: o grupo da máfia que um dia destruiu sua família e continuava a persegui-los até hoje.
Alina murmurou, mal audível: "Não é à toa que parecia familiar..."
Ela apertou o punho, a fúria fervendo sob a superfície. "Aquele símbolo... pertence aos nossos velhos inimigos."
Em pé atrás dela, Raja encarou a tela, seu maxilar se contraindo. "Então..." disse ele lentamente, "estamos no covil do lobo."
A voz de Alina era fria e apática. "Ou pior... já fomos vendidos."
A sala parecia ficar mais pesada, o ar espesso com tensão. Um passo em falso, uma confiança mal colocada e tudo acabaria. Passos pesados ecoaram pelo corredor.
Mahesa apareceu, sua postura reta e dominante. Seus olhos afiados varreram a sala, pegando instantaneamente a tensão. Ele parou a poucos passos de distância, as mãos entrelaçadas nas costas, sua expressão calma: calma demais.
"O que vocês dois estão fazendo aqui?" ele perguntou, a voz perigosamente suave. "Por que não estão descansando, como eu disse?"
Alina congelou. Ela e Raja trocaram um olhar rápido. Naquele breve segundo, eles sabiam que Mahesa sentia algo. Alina rapidamente se recompôs, forçando um pequeno sorriso. Ela se levantou da cadeira, fechando casualmente o monitor.
"Só explorando", disse ela levemente. "Admirando a instalação que você construiu, Sr. Mahesa. É realmente impressionante."
Mahesa levantou uma sobrancelha e deu um pequeno sorriso. Não era caloroso. Era um aviso.
"Fico feliz que você aprecie", disse ele. "Mas é melhor vocês descansarem de verdade. A noite ainda não acabou."
Por trás das costas, Raja cerrou os punhos com força, forçando-se a manter a calma. Alina simplesmente assentiu, fingindo obediência. Mahesa permaneceu por mais alguns segundos, seu olhar penetrante dissecando os dois. Então, ele se virou sobre os calcanhares e desapareceu no corredor, deixando para trás uma tensão espessa e sufocante.
No momento em que ele saiu, Alina exalou bruscamente. "Precisamos nos mover mais rápido", ela sussurrou. "Ele percebeu."
Raja assentiu sombriamente. Ele não esperava que seu pai se sentisse tão... diferente aqui. Mais frio. Mais afiado.
"Pai... ele não é o mesmo aqui", Raja murmurou em sua respiração.
Alina se virou rapidamente. "O que você quer dizer?"
"Em casa, ele está relaxado. Difícil de ler. Mas aqui... ele está sempre alerta, sempre vigilante. Como se estivesse protegendo algo."
Alina permaneceu em silêncio, processando suas palavras. Seus instintos, já gritando para ela, agora tocavam mais alto. Havia algo escondido dentro desta fortaleza. Algo que Mahesa não queria que eles encontrassem. Seus olhos se estreitaram. Ela tomou uma decisão rápida.
"Tudo bem", disse ela, pegando sua jaqueta suavemente. "Você descansa, Raja. Eu vou verificar uma coisa."
Raja pareceu querer impedi-la, mas o olhar determinado de Alina não deixou espaço para discussão.
Ele caiu de volta na cadeira. "Tenha cuidado", disse ele em voz baixa.
Alina assentiu em silêncio. Naquela noite, ela escorregou pelos corredores sombrios da fortaleza de Mahesa, movendo-se como um fantasma. Ela confiava em seus instintos, seguindo trilhas invisíveis, caçando a verdade ou um perigo maior do que ela ousava imaginar.
As luzes do corredor tremeluziam fracamente. Câmeras de segurança giravam lentamente. Ao longe, passos pesados ecoavam. Alina se encostou na fria parede de aço, o coração disparado.
Um movimento em falso, e não haveria escapatória.
"Eu vou descobrir o que você está escondendo, Mahesa", ela jurou silenciosamente.