Capítulo 62: A Explosão
Fumaça grossa cobria a sala do tribunal, agora em ruínas. Gritos e passos apressados preenchiam o ar, criando um caos total. Alina pegou na mão de Leo, segurando-a com força.
'Precisamos sair daqui!' ela gritou.
Mas Leo balançou a cabeça. 'Não. Precisamos descobrir para onde Marco foi. Ele não é só uma ameaça para nós, é um perigo para todos os envolvidos.'
Eles se abaixaram e correram pela sujeira, evitando pequenos fogos que começavam a se espalhar pelos cantos da sala. Fora do prédio, ambulâncias e oficiais de segurança começavam a chegar. Mas Marco e seus homens já tinham sumido.
Umas horas depois, no escritório de Leo. Leo encarava a tela do computador, cheia de gravações, relatórios financeiros e documentos confidenciais, todos ligados a Marco.
'Eu sabia que esse nome não era estranho,' ele murmurou, apontando para um arquivo.
Alina olhou por cima. 'Ele não é só um chefe da máfia qualquer, Leo. Marco costumava estar no Conselho Nacional de Farmacêuticos. Ele foi demitido por causa de um escândalo de distribuição ilegal de drogas... mas nunca foi preso.'
Leo cerrou os punhos. 'E agora ele voltou por vingança. Rina foi só uma peça.'
Alina assentiu. 'Mais precisamente, ele está atrás das nossas vidas.'
De repente, a tela piscou, e depois ficou preta.
Uma mensagem apareceu:
>'Um inimigo esperto nunca ataca de frente. Mas eu sou diferente. Prepare-se, Aileen.'
– M
Alina olhou para Leo, com o rosto tenso. 'Precisamos de ajuda.'
Leo exalou. 'Eu conheço alguém... um ex-agente de inteligência, agora chefe de segurança da Swiss Medica.'
'Liga para ele,' Alina disse firmemente. 'Porque se Marco quer guerra, vamos dar uma luta para ele.'
Em algum lugar longe do hospital. Marco estava sentado em um quarto escuro, cercado por telas exibindo a atividade do hospital, incluindo o espaço privado de Leo e Alina.
'Essa Aileen é mais esperta do que eu pensava,' ele murmurou. Ele girou um anel no dedo, o símbolo de uma organização clandestina há muito enterrada pela história.
'Prepare a fase dois,' ele ordenou friamente. 'Faça Leo escolher: salvar o hospital... ou a mulher.'
Um homem mascarado ao lado dele deu um ligeiro aceno de cabeça. 'Entendido.'
No dia seguinte. Sem aviso, uma explosão abalou todo o prédio do hospital.
BOOM!
O tremor violento chegou até a sala de cirurgia. As luzes do teto balançavam descontroladamente, e os alarmes de emergência começaram a tocar.
'Dra. Aileen!' Uma enfermeira entrou correndo na sala estéril, com o rosto pálido de pânico. 'Houve uma explosão no lado oeste do hospital!'
Alina congelou, mas suas mãos permaneceram firmes no bisturi. Na sua frente, um paciente estava aberto na mesa, com a vida dependendo da sua calma.
'Mantenham a esterilidade!' ela gritou para a enfermeira meio histérica. Então ela se virou para sua equipe. 'Terminamos este procedimento. O paciente está aberto, não podemos parar agora!'
Eles trocaram olhares nervosos, mas o aceno firme de Alina deu-lhes coragem. Rapidamente, ela continuou a cirurgia, o batimento cardíaco do paciente no monitor pulsando em sincronia com o caos lá fora.
Enquanto isso, fumaça saía dos andares inferiores, e os pacientes estavam sendo evacuados do prédio. Mas Alina ficou lá dentro, salvando uma vida enquanto dezenas mais estavam em perigo. Minutos depois.
'Suturem a ferida. Verifiquem a pressão arterial,' ela ordenou com firmeza. Assim que foi feito, ela tirou as luvas com um movimento rápido. Suor encharcou suas têmporas. 'Agora vamos sair.'
Quando ela abriu a porta da sala de cirurgia, o cheiro de fumaça a atingiu. No corredor, a equipe médica corria, e alguns pacientes foram levados em cadeiras de rodas com queimaduras leves.
Mas uma coisa fez seu coração parar. Leo. Ele não estava em lugar nenhum.
'Onde está o Diretor Leo?' ela perguntou a uma enfermeira.
'Visto pela última vez indo para a sala de prontuários médicos... bem onde a explosão aconteceu,' a enfermeira respondeu, com a voz trêmula.
Alina não hesitou. Ela correu contra o fluxo de pessoas sendo evacuadas. Ela não se importava com o protocolo. Não se importava com o perigo. Só uma coisa importava: Leo deve sobreviver. Em meio aos escombros e fumaça, um segredo maior esperava para ser descoberto.
Fumaça grossa enchia o corredor principal do centro de prontuários. Poeira e detritos estavam espalhados por todo o lado. Mas Alina continuou correndo pelo caos, seus pulmões ardendo, recusando-se a parar.
'Leo!' ela gritou, desesperada.
Atrás de uma prateleira meio desmoronada, ela finalmente o viu de joelhos, com o rosto coberto de poeira, segurando um pequeno pendrive brilhante na mão.
'Isso... isso é toda a evidência,' Leo gemeu, sua voz mal audível.
Alina correu até ele, puxando-o para cima. 'Você está louco? Por que você não saiu?'
Leo olhou para ela, respirando pesadamente. 'Se isso se perder, tudo pelo que lutamos... tudo se foi.'
Sem uma palavra, Alina pegou na mão dele, tentando levá-lo para fora rápido. Mas depois de apenas alguns passos
BOOM!!
Uma segunda explosão sacudiu o prédio. Rachaduras ecoaram em todas as direções. Uma das principais vigas de sustentação caiu na frente deles, bloqueando a saída.
'Aileen, cuidado!' Leo jogou seu corpo sobre o dela, protegendo-a dos escombros que caíam.
Eles caíram no chão, cobertos de poeira e fragmentos do teto. A fumaça ficou mais espessa.
'Este prédio vai desmoronar...' Alina sussurrou, com as mãos tremendo. 'Temos que sair!'
Leo se forçou a levantar. Seu joelho estava sangrando, mas sua firmeza no pendrive nunca diminuiu.
'Siga-me. Há um corredor nos arquivos. Pode ainda estar intacto.'
Apoiando-se um no outro, eles seguiram por uma passagem estreita cheia de escombros, pulmões ardendo, guiados apenas pela luz fraca que entrava pelo teto rachado.
Mas o tempo estava acabando. A estrutura era instável. Cada passo poderia ser o último.
No entanto, através do perigo e da destruição, uma coisa brilhava - sua determinação. Eles não desistiriam. Não pela verdade, e não um pelo outro.
Momentos depois, eles emergiram do corredor estreito que quase se tornou seu túmulo. A luz do sol os encontrou, e o sabor do ar fresco foi um alívio indescritível. Mas Leo não descansou.
Mesmo com sangue escorrendo de sua têmpora e joelho, ele correu direto para o pátio do hospital, agora transformado em uma zona de desastre.
'Montem mais tendas de triagem! Não temos mais espaço!' ele gritou para uma enfermeira.
Alina o seguiu, tentando detê-lo. 'Leo, você precisa de atenção médica!'
'Não tenho tempo!' ele rosnou, não com raiva, mas com urgência. 'Nossos pacientes... eles precisam de nós agora.'
Alina fez uma pausa, observando suas costas feridas enquanto ele ficava em pé, dando ordens, tratando pacientes com as mãos trêmulas, ignorando sua dor.
Em meio ao caos, gritos e gemidos encheram o ar. Alguns pacientes em suporte vital morreram quando a energia foi cortada durante a explosão. Suas famílias choraram, e a equipe médica fez tudo o que pôde para confortá-los, mas vidas perdidas não puderam ser trazidas de volta.
Alina mordeu o lábio, com os olhos brilhando. Ela sabia que eles tinham feito o seu melhor. Mas nunca seria suficiente para todos.
De pé ao lado de Leo, ela olhou ao redor. O hospital deles, antes um lugar de esperança, agora era um campo de batalha.
'Marco... seu bastardo.'