Capítulo 4: A Conspiração por Trás da Morte de Aileen
“Algo tá rolando com a Aileen.”
Alina concluiu num tom sério.
“Alguém nesse hospital quer que ela morra.”
Ela ainda tava pensando na mensagem misteriosa que tinha recebido. O remetente era desconhecido, a fonte, impossível de rastrear. Mas uma coisa era certa – isso não era coincidência.
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Umas Horas Depois. Alina tava sentada na lanchonete, curtindo o café da manhã de boas. Até que, de repente –
“Emergência! Abram caminho! O paciente tá grave!”
Uma enfermeira passou correndo pelo corredor, empurrando uma maca em direção à emergência. O clima virou caos.
Alina deu uma olhada rápida. Mas quando o paciente ferido passou por ela, algo fez o coração dela pular uma batida. O homem idoso na maca agarrou a mão de uma enfermeira. Os lábios dele se mexeram, a voz fraca, quase inaudível.
“Aileen… você tá em perigo…”
“Eles querem te matar…”
Alina congelou. “Quem é esse cara? Como ele sabe sobre a Aileen, e, mais importante… quem são eles?”
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Emergência. Alina tava parada no canto da sala, vendo o homem idoso agora deitado numa cama de hospital, respirando por um respirador. O ferimento de bala no corpo dele era grave, mas ele ainda tava vivo – por enquanto.
“Ele conhece a Aileen.” Ela murmurou baixinho. “Ele sabe de alguma coisa.”
Mas antes que ela pudesse fazer algo, alguém entrou na sala. Dr. Richard Calloway. O médico sênior entrou com uma expressão séria.
“O estado dele é crítico. Precisamos estabilizá-lo imediatamente.”
Alina o estudou de perto. Algo tava estranho. As palavras dele soavam como as de um médico preocupado… mas os olhos dele? Não tinha preocupação. Nenhuma urgência. Só certeza. Como se ele já soubesse que esse paciente não ia sobreviver.
As enfermeiras foram trabalhar, mas uma coisa chamou a atenção da Alina. Dr. Calloway não tava fazendo nada. Como médico sênior, ele devia estar ajudando no procedimento de emergência. Mas ele só ficou lá, observando em silêncio. E quando o monitor cardíaco começou a ficar em linha reta… em vez de entrar em pânico, a expressão dele parecia quase – satisfeita.
“Ele quer esse homem morto.”
Os velhos instintos da Alina voltaram. Sem hesitar, ela se moveu em direção à enfermeira que segurava uma seringa cheia de sedativo para o paciente.
“Me dá,” ela disse, pegando a seringa.
A enfermeira hesitou. “Mas Doutora, a senhora ainda tá se recuperando –”
“A segurança do paciente vem em primeiro lugar,” Alina a cortou.
A enfermeira obedeceu. Alina fingiu aplicar a injeção no paciente, mas num piscar de olhos. Ela girou e enfiou a agulha no pulso do Dr. Calloway.
“Argh!”
O homem se assustou, dando um passo para trás, os olhos ardendo de fúria.
Alina sorriu despreocupadamente. “Ops. Injeção errada.”
A sala inteira ficou em silêncio confuso. Enquanto isso, o equilíbrio do Dr. Calloway oscilava.
Chegando perto, Alina sussurrou, “Relaxa, é só uma dose pequena. Só o suficiente para te deixar tonto por alguns minutos.”
Ela fixou os olhos nele. “Tempo suficiente para eu salvar a vida desse paciente – e descobrir o que você tá escondendo.”
Dr. Calloway cerrou a mandíbula, lutando para lutar contra os efeitos da droga, mas seu corpo se recusou a cooperar. Ele cambaleou para trás, xingando baixinho. Enquanto isso, Alina imediatamente assumiu o controle. Com a ajuda de outro médico, ela estabilizou o paciente com sucesso.
Quando o monitor cardíaco voltou a um ritmo constante, ela soltou o ar aliviada. Ainda vivo.
Mas quando ela se virou para o Dr. Calloway. Ele tinha sumido.
“Droga.”
Seus punhos cerraram. Isso não era só sobre a Aileen mais. Era maior do que ela imaginava. E se havia uma coisa que ela sabia – eles não iam deixar ela viver se ela continuasse cavando fundo.
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Umas Horas Depois. Alina tava sentada no quarto dela, olhando fixamente para a parede. Muitas perguntas. Poucas respostas. Dr. Calloway era suspeito. O homem idoso sabia de algo. E alguém queria a Aileen morta.
Se fosse o mundo antigo dela, Alina Devereaux já teria bolado uma estratégia, interrogado suspeitos e eliminado ameaças uma por uma. Mas ela não era mais Alina Devereaux. Agora, ela era Dra. Aileen Monroe. Uma cirurgiã. Alguém que deveria salvar vidas, não tirá-las.
“Droga.”
Esse pensamento a assombrava. Ela abriu o laptop e começou a procurar mais informações sobre a Aileen Monroe de verdade.
Não demorou muito para ela encontrar algo interessante. Aileen Monroe não era só uma médica comum.
Ela era conhecida por ser implacável, incorruptível, sempre em busca da verdade.
Ela tinha rejeitado ofertas lucrativas de empresas farmacêuticas e até investigado corrupção dentro desse mesmo hospital.
E então… o “acidente” aconteceu.
Alina estreitou os olhos. “Um acidente? Ou uma tentativa de assassinato?”
O sangue dela gelou. O submundo do crime e o mundo médico não eram tão diferentes.
Ambos estavam cheios de traições e conspirações.
O telefone dela de repente vibrou. Número desconhecido. O coração dela acelerou.
Ela atendeu. “Alô?”
Silêncio.
Então, uma voz baixa e rouca falou. “Pare de cavar… se você quiser continuar viva.”